RENEW
Hahaha.. mas eu to rindo á toa! Vocês não têm idéia do porquê... Mulherada, preparem-se para morrer de inveja! hahahahaha.... Vou contar porquê...
Noite de sexta- feira, dia 24/09/2004. Faltando exatos 21 dias para euzinha completar 29 aninhos. (Aproveitando o ensejo, anotem aí no caderninho de vcs: 15 de outubro é meu níver!!!!! E ai de quem esquecer, viu? ). Bom, continuando... Era aniversário de uma integrante dos superamigos, a Andréa. Fomos comemorar num pagode (o que a gente não faz pelos amigos, né? ) . Camarote reservado, todo mundo na porta bagunçando. O segurança grita: "Todos com identidade na mão pra facilitar, ok?" Ok. Se não fosse pelo fato de eu não ter trazido a minha... hehehe. Ah! Tbém, acha que alguém vai dar importância á minha identidade? Deram! Rs... Logo na porta recepcionista já cobrou...
-Identidade.
-Hehehe... Vc tá pedindo identidade pra mim? Que emoção! Deve fazer pelo menos uns 7 anos que não me pedem RG para conferir a idade! hehehe... Mas eu esqueci tem problema?
-Não! Tudo bem, pode entrar!
E me deu o cartão de consumo. Com um carimbo enorme escrito: MENOR Proibida a venda de bebidas alcoólicas.
Não pude conter as risadas. Perguntei se ela estava brincando comigo, mas um olhar bastou para eu entender que ela não era de muitas brincadeiras.... Bom, era sério! Sem a identidade ela me colocou como menor de idade. Depois dessa achei que a irmã de uma amiga que estav com a gente não conseguiria nem entrar. Ela tem 19 e estava sem identidade também. Bom, se eu com quase 29 fui confundida com menor de idade, a Renata com certeza teria que entrar no colo e de mamadeira na mão! KKKKKKKKKKKKK Que nada! Ela entrou normamente como se nada houvesse acontecido. Podia até consumir bebidas alcoólicas! kkkkkkkkkk
Fiquei com dó da falta de noção da recepcionista, mas não pude conter o sorriso e as gargalhadas. Naquela noite, eu, no mínimo, aparentei 12 anos a menos! kkkkkkkkkkkkkkkk
Querem a receita? Renew! rssssssssss
Ouvindo: Barão Vermelho - Puro Êxtase
- Escrito por: Sam às 15:55:24
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DIREITO DE VIVER
É cada vez mais assombroso ligar a televisão para assistir aos jornais locais, nacionais e mundiais. É impossível viver um único dia sem se ter notícia de inúmeras cenas de violência acontecendo por toda parte. É tanta informação de desgraça que a gente já não consegue mais acompanhar quem morreu e por que morreu.
-Ei! Sabe o fulano?
-Sei! Pô, faz tempo que não aparece, né?
-E nem poderia! O cara tá morto há um mês!!!
-Morreu?????????? Não acredito...
Como se já não bastassem as notícias nos jornais, a exploração da violência urbana parece agradar aos produtores televisivos. E a opção de programação na TV cai drásticamente no horário noturno. Cidade Alerta, Linha Direta, e sei lá mais quantos programas reais sanguinolentos que passam pelos canais á fora. O Sr. Gugu, há tempos já acrescentou esse tipo de sensacionalismo no inocente programa de domingo. Impossível viver sem essa violência toda, e impossível esquecer dela por cinco minutos que seja, dentro da sua casa, no recanto do seu lar, quando é hora de vc achar que está seguro por mais um dia.
Bom, eu não sei como essa pressão da vida real afeta vcs psicológicamente, mas a mim faz muito mal. Eu entro em verdadeiro pânico quando alguém se aproxima de mim nas ruas. Fim de semana um amigo que estava de bicicleta me viu passar de carro e parar no semáforo. Retornou e aproximou-se da minha janela para cumprimentar-me. Meu coração quase saltou pela boca quando vi a bicicleta se encostando no meu carro com alguém me chamando através da fresta do vidro (que excepcionalmente neste dia estava abertro, já que eu ando toda trancada dentro do carro). Ontem, tive a capacidade de ir até São Paulo para passear um pouquinho (Tenho pânico de Sampa). Na volta, ao atravessar a pé a praça da Sé, completamente tensa, um garoto se aproximou para pedir um cigarro ao amigo que me acompanhava, tremi dos pés á cabeça. Depois um outro rapaz aproximou-se da minha amiga para pedir ou falar sei lá o quê, e quando o amigo que nos acompanhava mandou ele sair andando o rapaz insistia em acompanhar-nos lado a lado. Ali entrei em crise... Já não falava, respirava com dificuldade, as lágrimas enchiam os meus olhos e minhas pernas obedeciam com dificuldade ao comando de andar... Acho que só respondiam á ordem porque o medo era tão grande que cair por ali seria mil vezes mais doloroso que andar rapidamente. o nosso carro parecia cada vez mais distante, eu já estava no limite dos meus esforços para andar... Meus amigos completamente assustados com a minha reação e eu... bem... eu com os nervos em frangalhos, a pressão lá em cima e o corpo totalmente mole.

A Praça, que deveria ser um centro de convivência, tornou-se um vazio urbano amedrontador
Não aconteceu nada com a gente. Graças á Deus! Pelo menos não fisicamente. É um medo que eu tento enfrentar aos poucos e preciso conseguir, mas... Será que não dá pro governo dar uma ajudinha? Será só eu cansada e saturada de viver em pânico pelas ruas? Só eu vejo a violência exagerada á minha volta? Acho que não...
Quero exercer o meu direito de viver em paz, sem medo, sem pânico e numa vida normal...
Á quem interessar possa, estou bem. Morrendo de vergonha pela cena, mas bem. o meu pânico passa quando os pneus do meu carro encostam numa abençoada pista chamada imigrantes e eu retorno pra casa. Sei que Santos tbém é violenta, como qualquer outra cidade deste Brasilzão, mas é a minha cidade. Talvez os moradores de Sampa não tenham o mesmo problema que eu ao atravessar a Sé. Mas cada um na sua cidade, né?
Bjoks...Sam 
Ouvindo: Caetano Veloso - Sampa
- Escrito por: Sam às 11:54:15
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